Nossa hipocrisia decadente

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 Nossa Hipocrisia


Vivemos um tempo, onde está na moda questionar e criticar, expor sua opinião de como tudo deve funcionar, o que está certo e o que está errado. Isso nos leva a refletir que algo não está bem no movimento gooooospel e que essa próxima geração de jovens que está chegando, vai precisar de uma explicação mais convincente acerca de muitas coisas. Entenda, não há do que se gloriar, de forma nenhuma essa próxima geração será melhor do que as outras, na verdade, ela já tem dado provas que será bem pior do que todas que já passaram, a questão é que hoje há muito mais acesso a informação e notícias do que em outros tempos, gerando então uma maior dificuldade de acreditar em tudo que se fala. Contudo, temos duas problemáticas nessa chuva de críticas: Primeiro, se conseguimos facilmente apontar o que está errado, porque também não apontamos a forma “certa” de se fazer? E segundo, se nós sabemos como se deve fazer, porque então não fazemos nada?

Uma boa parte da geração dos críticos de carteirinha, nunca leram a bíblia, nunca buscaram ouvir um estudo teológico ou pelo menos se interessaram em buscar ajuda de alguém que os auxiliassem em conhecer a verdade. A maioria só critica porque ouviu alguém criticando antes ou porque a pregação que ele ouviu no final da semana passada estava tão mal elaborada que ficou muito fácil enxergar os erros da mesma. Por isso há tantos revoltados que ao serem questionados “então, o que devemos fazer? ”, ficam sem respostas e falam achismos, por serem “jovens sem bíblia”, sem interesse em conhecer a Deus e principalmente sem amor por Aquele que os salvou.
Em contrapartida, há também aqueles que buscam ler um pouco mais e pesquisarem sobre o que não concordam, entretanto, também continuam na hipocrisia de falar como se deve fazer, mas não fazer nada de acordo com o que fala. Podemos não admitir, mas esse segundo perfil encaixa muito conosco. Arrotamos o pouco de conhecimento que buscamos, porém, continuamos à não sermos exemplos para ninguém. É um evangelho que é expressado somente em palavras, mas não em atitudes. Uma doutrina que chama atenção quando sai da nossa boca, mas continua vazia quando olham para as nossas obras. É essa é a nossa hipocrisia decadente.

Um pequeno exemplo é quando nos posicionamos contra a forma que se prega a contribuição para igreja local e então paramos de contribuir, aí vem alguém e lhe pergunta:
- Porque você não contribui na igreja?
RESPONDEMOS - Porque a igreja não repassa as verbas para os pobres e necessitados como se deve e porque não concordamos com a forma que ensinam sobre isso.
-Mas esses meses que você ficou sem contribuir na igreja, você ajudou algum pobre e necessitado?

É, podemos não querer admitir, mas sabemos que a resposta é NÃO! Nós não contribuímos na igreja por não concordarmos com algo e nem ajudamos o próximo por não termos os nossos corações realmente transformados. Ter conhecimento não é garantia de boas obras. É isso que tem me frustrado mais ainda em nossa geração, queremos defender um evangelho genuíno, mas não queremos vive-lo na integra. Enquanto falamos que devemos voltar a igreja primitiva que vendia seus bens e dividiam segundo a necessidade uns dos outros, nós não temos coragem nem de vender o vídeo game para alimentar o que passa fome do nosso lado.

Então, sim, eu creio que deve haver uma reforma nas pregações e nos ensinos, mas primeiro, deve haver uma reforma em nós. Que possamos viver o evangelho no dia-dia, no transito quando estamos na preferencial e alguém atravessa em nossa frente e ainda buzina, ou quando estamos na escola e vemos que o professor está sendo injusto conosco ou no serviço quando devemos alguém ou temos alguém que nos deve. Lembremos de Mateus 5,6 e 7. Que o evangelho esteja ligado com a vida, com o viver, com o dia a dia, com tudo o que temos, que somos e que fazemos.


Guilherme Borges

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