Alforria!

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O bom de estudar em conjunto com outras pessoas é que juntos debatemos, desenvolvemos pensamentos, aplicamos para a vida diária e expomos as problemáticas vigentes que nos impedem de praticar aquilo que nos é exposto na bíblia sagrada.

Como alguns sabem, o pequeno, ainda, LIVE (Ler, Interpretar e Viver o Evangelho) possui um desses momentos.

Desta vez iniciamos o estudo sobre a epístola de Gálatas, em seus capítulos 1 e 2.

Interessante notar, lendo a palavra, é que ela parece se renovar, e quão grata foi a nossa surpresa de extrairmos dessa epístola, uma riqueza sem igual, em uma breve análise.

A carta nos chama atenção por seu conteúdo prático, com o qual Paulo a trata.

A carta possui características próprias e únicas:

è Ela é a única epístola que Paulo não cumprimenta a igreja, como era de costume seu (amados, santificados, santos);
è Parece em alguns momentos que Paulo está aflito, com algo que poderia estar ocorrendo ali, mais até do que a igreja de Corinto, por exemplo, uma igreja problemática, com desordens em relação ao culto, aos dons etc. Havia naquela igreja um problema de ordem teológica, que precisava ser sanado com urgência.
è Ela é dirigida, assim aponta os estudos, a região sul da galácia, explicando assim, At. 14, 15, onde encontramos certo paralelo de assuntos da mesma ordem relatada na epístola.

Gálatas é conhecida como:

O grito da batalha da reforma protestante;
A declaração da independência da fé Cristã;
Carta de alforria do Cristão e também de a carta magna da fé Cristã.

Lutero chegou a afirmar que com a epístola ele estaria ligado com laços matrimoniais, e bem sabemos o versículo que marcou a reforma: o justo viverá pela fé (Gl.3.11).

E é justamente aqui que quero explanar meros e pequenos pensamentos.

A preocupação de Paulo era latente, porque os gálatas estariam deixando perpetuar entre eles homens que disseminavam outro evangelho.

É assim que Paulo trata, de outro evangelho, e o chama de Maldito! Mas poderia haver outro evangelho? Existe outro evangelho?

Creio que todos nós assertivamente concordaríamos que não, claro, existem os que dizem ser mas não são.

Só que se Paulo o chama de outro evangelho é porque ele tinha aparência de Evangelho de alguma forma. Ele tinha roupagem de evangelho, falava como os evangelhos, havia credos e confissões conforme o evangelho (aparentemente) só que a mensagem fora alterada, ou melhor, adulterada de alguma maneira, pois o apostolo fica admirado o quão rápido aquele povo tinha mudado da verdade para a mentira, do certo para o errado.

O problema que Paulo quer resolver é justamente o que ocorre nos nossos tempos atuais.

A justificação pela fé é o ponto central da carta, é lá que Paulo vai afirmar que a Lei serviu de aio para nos conduzir a Cristo, e uma vez em Cristo, somos aceitos pela força da sua Graça.

Os falsos mestres daquela época apesar da roupagem evangélica, dizia, ora nós “aceitamos” Jesus Cristo, aceitamos a sua morte e a sua ressurreição, gozamos da sua graça, porém é necessário que cumpramos alguns requisitos para irmos ao céu.
Não é bem o que observamos hoje?

Ora a liberdade em Cristo também não é algo que nos promoverá libertinagem, é claro.

Mas uma vez em Cristo, crendo na força do seu poder, nós somos nova criatura, morremos para os rudimentos do mundo, crendo que Cristo é suficiente para nos conduzir a um caminho glorioso, não necessitando das obras para salvação, mas as obras como sinal da minha salvação.

O altar das boas obras para salvação não pode estar erigido diante do altar da Graça, ele nada pode fazer.

A questão das obras é confirmada como ilegítimas para ir ao Reino a medida que Cristo afirma não conhecer homens que diziam curar, profetizar e expulsar demônios.

O que nos redime é a graça, o que nos mortifica é a cruz, o que limpa é o sangue e o que nos sustenta é o Pão da vida.

É preciso que saibamos o porquê vivemos de fé.

Vivemos de fé porque sem a fé é impossível ter a vida.

Fique atento ao legalismo. Só a Graça, mediante a fé é necessário para a salvação, ela é dom gratuito de Deus, boas obras e boa conduta é resultado da eficaz salvação garantida por Deus.

Leia Gálatas e tenha certeza disso.

Graça e paz.

                                               

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