E Quando A Ordem é Sair?

07:30 live 2 Comments



Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.
Gênesis 12:1

Quando observamos o texto acima vemos peremptoriamente o Senhor falar com Abrão, sobre o que ele deveria fazer, ao passo que Ele o chamava.

Em tempos onde se “determina”, “decreta”, “declara” o que Deus vai ou não fazer, tal conversa parece um tanto ditatorial pela forma como foi falada.

Em nenhum momento em todo o decorrer da bíblia nós observamos pessoas sendo chamadas assim, vou narrar uma situação para melhor expressar:

- Olá, Moisés, como você está? “
- Estou bem Senhor.
- Você pode ir ali, falar a Faraó para ele para libertar meu povo?

Como bem sabemos não foi isso que ocorreu com Moisés e nem com Abraão e nem com nenhum dos grandes homens chamados a missão que Deus lhes impunha, o relacionamento que Deus tinha com eles não permitiria que alguma ordem fosse obstruída por caprichos humanos.

O grave erro atual, que parte de um pressuposto humanista, é achar que Deus está ao nosso serviço, para satisfazer desejos, inclusive carnais, usando chavões como: Deus é dono de tudo e é meu Pai logo eu sou herdeiro de tudo, ou através de atos proféticos, onde observamos palavras como: Eu profetizo que essa terra é nossa dada por herança pelo Dono do mundo etc, etc, etc!

É ilusório achar que Deus na sua transcendência servirá a nós como um bom mordomo. Nessa situação, além de reduzir Deus como um mero Pai de um filho mimado, decidiram fazer dele um gênio da lâmpada, que quando queremos esfolamos em suas barras para que nossos desejos sejam atendidos.

É claro que Deus nos atende e é lógico que existem pessoas sinceras e humildes quando fazem seus pedidos a Deus e creio que Deus atende corações, todavia, esses corações são aqueles quebrantados que reconhecem a sua dependência do Pai, que sabe que Deus lhes dá conforme lhe apraz e baseado em seus soberanos e nobres propósitos e a seu tempo.

Sou ciente que Deus concede a algumas vidas também, até aquelas que estão distantes, porém, nada foge do seu plano eterno.

Mas, tratando do contexto onde estão os Cristão, existe o problema do  que o evangeliquês (falso evangelho) produz , que são falsos clichês onde Deus tem a obrigação de nos atender com o nosso jeito imediatista de lidar com as diversas situações, invertendo a ordem correta:  Deus como Senhor e Rei e nós os galardoados, mesmo pecadores, chamados filhos de Deus.

Deveras essa é uma realidade cruel que estigmatizaram o evangelho de Jesus Cristo.

A mentira inventada atualmente provoca danos a fé das pessoas, onde a gama de crentes que pensam empurrar Deus na parede, assola a igreja, provocando um abalo no conceito das pessoas sobre o que é realmente submissão e mente cativa a vontade e a Palavra de Deus.

A ordem de Deus as nossas vidas nem sempre atenderão conforme nossas vontades. Por diversas vezes, iremos ser chamados para SAIR, como aconteceu com Abraão quando saiu da sua terra, do meio do seu povo, lugar que lhe era cômodo,  para uma terra desconhecida, onde a confiança nas promessas de Deus foi a mola propulsora que o fez ir e não voltar atrás.

A aplicação dessa lição dada por Abraão a nós neste tempo é que todos os amados de Deus de igual forma, são chamados todos os dias para SAIR.

Sair do conforto, sair do estado de mornidão, sair do comodismo que tantas vezes afaga nossa carne e agir como Abraão, partir como o Senhor nos tem ordenado (GN.12.4), firmes sabendo que a fé em Cristo produz esperança, esperança essa que não se extingue nessa vida, e que mesmo em meio a dificuldades, transtornos, tristezas, crermos que Deus imputou a justiça do seu Filho a nós, e por isso temos confiança que já somos mais que vencedores.




Graça e Paz.

Nayssa Nara

2 comentários:

Carta ao Meu Filho sobre Jugo Desigual

05:53 live 0 Comments








Esta carta foi por mim escrita e dirigida ao meu filho Samuel, que anos atrás se envolveu emocionalmente com uma jovem descrente. Na época minha esposa e eu ficamos muito preocupados e iniciamos uma batalha pela salvação de sua alma. Graças ao Senhor ele considerou a Palavra de Deus, e, por Sua misericórdia, libertou o meu amado filho de cair na “linsonja da mulher estranha”. Hoje ele está casado com Helen, uma serva de Deus, com quem tem uma mimosa filhinha da aliança, Sara.

O propósito de publicar esta carta é advertir aos jovens que estão no mesmo envolvimento emocional, sendo seduzidos por Belial até que a “flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto poderá lhe custar a vida”. Meu desejo também é de encorajá-los a ouvirem a voz da Sabedoria ― o Senhor Jesus.

Meu querido filho Samuel, meu primogênito, consagrado ao Senhor. Sua mãe e eu o amamos muito e nutrimos grande esperança de vê-lo feliz e abençoado, principalmente sendo útil na causa do Mestre. Temos orado incessantemente por você, principalmente agora que você está passando por essa provação. Como seu pai e também como seu pastor, quero, com muito amor, mas também firmeza, lhe trazer, em nome do Senhor, uma exortação bíblica, que espero possa lhe ajudar a tomar a decisão certa neste caso.

Meu filho, Deus propôs, desde a eternidade, escolher um povo para si, resgatá-lo e separá-lo dos demais povos, para que fosse exclusivamente seu. Estabeleceu com ele uma aliança para se relacionar e lhe pôs um selo específico (uma marca) para distingui-lo e proibiu terminantemente o relacionamento mais íntimo de qualquer dos seus filhos com os demais pecadores. Desejo lhe mostrar na Escritura, desde o Éden, este propósito da parte do Senhor. Deus prometeu um salvador a Adão e a Eva, bem como a toda sua descendência (Gn. 3:15). Caim matou Abel, e não foi contado como pertencente à Aliança. Por isso a descendência chamada santa, ou dos filhos de Deus, começou no capitulo 5 com Sete: “Viveu Adão cento e trinta anos e gerou um filho à sua semelhança e conforme a sua imagem e chamou-lhe Sete” (Gn. 5:3). Caim não foi considerado e Abel já estava com Senhor.

No capitulo 6, encontramos a primeira ameaça, que trouxe desgraça e destruição: “Como se foram multiplicando os homens na terra, e lhes nasceram filhas, vendo os filhos de Deus, que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si, mulheres…” (Gn. 6:1-2). Essa contaminação provocou a ira de Deus que chegou a se arrepender de ter feito o homem e destruiu a maioria deles no dilúvio. O casamento misto, reduziu o número dos participantes da aliança a 8 pessoas! De Noé, Deus escolheu Sem e assim retomou a linhagem santa até o Abraão, quando, de um modo mais claro, revelou sua vontade de manter um povo distinto na terra, para o louvor de sua glória, chamando Abraão e estabelecendo uma aliança com ele. Quando Isaque, seu filho, alcançou a idade adulta, Abraão mandou seu servo buscar, junto aos seus parentes, linhagem de Sem, mulher para ser esposa do seu filho. Abraão foi tão enfático em insistir que só poderia ser uma jovem de sua parentela que fez o servo jurar solenemente colocando a mão debaixo de sua coxa (Gn. 24:1-9). Por quê? Porque Abraão conhecia os propósitos do Senhor e os terríveis prejuízos que viriam caso a linhagem santa fosse contaminada.

O mesmo sucedeu quando Jacó e Esaú estavam na idade de se casarem. Rebeca e certamente seu pai Isaque, estavam tristes e preocupados com a possibilidade de seus filhos contaminarem a aliança com o casamento misto, veja: (Gn. 27:46 e 28:1-9). Jacó obedeceu, mas Esaú não, e foi deixado de fora. Outra ameaça surge no cap.34, do mesmo livro, com o estupro de Diná. Foi proposta uma ”conversão” forjada, que seria de grave conseqüência para o povo todo, e Deus usou o ódio dos irmãos de Diná, para destruir aqueles homens de Siquém “circuncidados”.

 Muitos anos se passaram até que Satanás voltasse a ameaçar a pureza da Aliança e o povo de Deus com o pecado do relacionamento misto. Agora o povo de Deus estava atravessando o deserto. Balaque, rei dos moabitas, temendo a Israel, contratou Balaão para maldiçoar o povo, mas Balaão embora no íntimo quisesse, não conseguiu. Foi então que, inspirado por Satanás, ensinou a Balaque uma fórmula maligna e infalível: o relacionamento misto (Nm 31:15-16). Isso resultou num grande juízo da parte de Deus contra o povo e morreram 24.000 pessoas vitimadas por uma terrível praga, que só cessou quando Finéias transpassou com sua lança um israelita que chorava agarrado à sua namorada estrangeira (Nm 24 — leia todo). Temos mais tarde o caso de Sansão. Deus se utilizou das loucuras de Sansão para livrar Israel, mas isto não o isenta da culpa de ter se casado e depois se relacionado com mulheres que não eram da aliança.

Quando quis se casar com uma filistéia, seus pais o recriminaram, (Juízes 14:1-3) porque sabiam que esta desobediência cheirava ruína e morte. Agora a Escritura expõem a triste experiência de Salomão, um jovem rei, que contou com o apoio de seu pai que o aconselhou (I Reis 2 :1-4) e o instruiu (Prov. 4). Tinha a melhor das intenções, pediu sabedoria e recebeu, mas arruinou-se por causa do pecado do casamento misto. O capitulo 11 de I Reis diz: “Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônita e hetéias, mulheres das nações de que havia o Senhor dito a Israel: não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão pelo amor”.

Após o exílio, depois de grande sofrimento, em fim o povo retorna para sua terra, por mercê de Deus. Mas Esdras descobre que algo estava errado e a ameaça estava de novo rondando o povo, era o pecado do casamento misto. Sob a liderança de Esdras o sacerdote, o povo foi exortado fortemente e uma grande consternação e arrependimento tomou conta dos que haviam voltado a Sião por terem se envolvido em casamento misto. No capitulo 10 de Esdras, vemos a descrição desse fato e do drama que se instalou na difícil tarefa de ter que despedir as mulheres estrangeiras e seus filhos.

Neemias, servo do Senhor, na mesma ocasião, como governador, usando de sua autoridade, tratou com severidade os envolvidos. “Contendi com eles e os amaldiçoei e espanquei alguns deles e lhes arranquei os cabelos…” e os admoestou relembrando-lhes o que acontecera com Salomão, cujas mulheres estrangeiras o fizeram cair em pecado. (Ne. 13:21-27) No Novo Testamento, nada mudou a este respeito, a aliança é a mesma e os seus termos também. Em Cristo fomos chamados para debaixo da aliança, para dentro da comunidade de Israel (Ef 2:12-13). Somos agora o povo santo de Deus (I Pe. 2:9-10), seus filhos e, o mesmo que Ele requereu deles no Velho Testamento, requer agora de nós: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulo…que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união do crente com o incrédulo?” (II Co. 6:14-18). Casamento, somente “no Senhor” (I Co. 7:39). Por isso, meu filho, não podemos sequer admitir um envolvimento, ainda que seja apenas sentimental, de um filho da aliança, com uma moça ímpia, filha de Belial. Lembre-se que para o Senhor Jesus, não é pecado somente aquilo que é externo, mas o que já existe no coração (Mt. 5: 27-28).

Meu filho, por quem tenho derramado lágrimas, intercedendo e suplicando todos os dias diante do trono da graça. Sei que esse sentimento é involuntário, e você não é responsável por ele, mas o ter facilitado para que ele surgisse, e visse a nutri-lo e protegido. Isso é pecado e entristecesse a Deus. É preciso ser mais duro contra o pecado, não acaricie aquilo que corre como câncer no seu coração e que no fim lhe leva à morte. Rogue a Deus e implore para que Ele extirpe do seu coração este sentimento. Tome providências severas contra ele. Corte todos os meios para que ele seja nutrido. Faça exatamente o que diz o texto: “retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor” (II Co. 6:17,18). Eu sei que dói, mas o Senhor sofreu muito mais por você. Sei que você tem tentado resistir, mas… “Ora na vossa luta contra o pecado ainda não resististe até o sangue” (Hb 12:4). Estamos orando por você, sua mãe e eu, “na expectativa que Deus lhe conceda, não só o arrependimento… mas também o retorno à sensatez, livrando-o dos laços do diabo…” (II Tim. 2:26).

Deus o abençoe!

Por Josafá Vasconcelos

Extraído de ospuritanos.blogspot.com.br

0 comentários:

Pare, Leia e Siga!

09:43 live 1 Comments


Por certo com o aumento dos evangélicos no nosso Brasil, não seria difícil pontuar o aumento também de exímios leitores e estudantes das sagradas escrituras.

Pontuo assim baseando-me na Reforma Protestante, onde o enfoque principal foi justamente um retorno as escrituras, sendo ela a regra que emana os valores morais que pautam a vida cristã em geral.

Mas para nossa surpresa, o crescente aumento da massa evangélica não produz uma fábrica tão promissora assim, pelo contrário, criou-se um estigma onde quem muito lê e medita a bíblia ou fica “doido” ou frio e até mesmo chato, pena.

Penso que essa foi uma das melhores mentiras, se é que existe melhor, que Satanás já inventou.
Porque uma vez que eu desmereço o peso do conhecimento bíblico para a vida em geral alguns problemas surgem, ignorar a Escritura é ignorar o próprio Cristo como dizia Jerônimo, IGNORANDO Cristo, haverá transtornos em larga escala.

Para facilitar a compreensão irei listar o problema da analfabetização dentro das igrejas:

Primeiro: as pessoas tornam-se alvo fácil para manipulação de homens inescrupulosos, eles são inteligentes distorcem palavras e uma vez que dentro de uma lugar não tem o devido  discernimento do certo e do errado, do que está escrito ou não, o caminho fica mais fácil para esses falsos mestres.

Em segundo lugar formam-se cristãos que não ouvem o Senhor falar; A bíblia é a palavra de Deus, logo, é o próprio Deus quem fala quando a estudamos. Crentes que não ouvem Deus falar criam deuses para si mesmos: o ego, o profeta (vidente), o pastor, raramente há disposição de  submeter-se vontades próprias as vontades de Deus.

Terceiro, ler a bíblia facilita a compreensão de quem é Deus, porque se eu adoro aquilo que eu não conheço intimamente eu posso estar adorando um falso deus, baseado em falsos pressupostos fundamentado em uma falsa crença.

Pois bem, listando apenas três pontos é possível observar a importância que o ser humano tem em ter um claro entendimento daquilo que lhe põe norte; resumindo,  tendo uma leitura correta da Palavra de Deus não servirmos de marionetes na mão de falsos mestres, cujo único objetivo é vender o evangelho a todo custo, como explicado anteriormente, para satisfazer seus desejos carnais,  entendo também que ao estudarmos as sagradas palavras do Pai derrubamos “postes ídolos”, mortificando nossa natureza carnal através da iluminação do Espírito Santo morrendo todos os dias para o pecado e vivendo inteiramente para e com Cristo e por último, afirmo que, compreendermos melhor quem ele é formamos assim  um relacionamento correto e profundo que gera dependência pelo Pai que tanto nos amou, sendo como crianças em suas mãos. Essas são as gratificações que possui aqueles que são estudantes e aplicadores do manual que jorra fonte de águas vivas;


Leia bíblia, estude bíblia, pratique bíblia ela tem atributos infinitos a te revelar.                                                                                                                      

1 comentários:

Cúmplices Do Pecado

04:48 live 0 Comments






Cúmplices Do Pecado 


Há muitos anos atrás, quando li a história do profeta Eli, me questionei porque Deus se irava contra Eli daquela forma. Eu sabia que os filhos de Eli eram imorais, roubavam ofertas e tudo mais. Porem Eli não roubava e não fornicava. Porque então “tanta” ira de Deus com ele? Ok, sei que ele sabia de tudo o quanto seus filhos faziam e não os punia. Mas ele não fazia nada! Exatamente isso, ele não fazia NADA. Ele apenas consentia com tudo o que faziam. Então, meu questionamento de hoje é: consentir com o pecado, me faz pecar também?

Olhemos a passagem sobre Eli em 1 Sm 3.12 e 13: Nessa ocasião executarei contra Eli tudo o que falei contra sua família, do começo ao fim. Pois Eu lhe disse que julgaria sua família para sempre, por causa do pecado dos seus filhos, do qual ele tinha CONSCIÊNCIA; seus filhos se fizeram desprezíveis, e ele não os puniu.

Compreendemos por esse verso que a omissão de Eli ao delito cometido por seus filhos, visto que ele tinha consciência de tudo, foi tido por Deus como transgressão também. Portanto, quando temos consciência do erro e não intervimos para que ele pare, nos tornamos reprováveis aos olhos do Pai. E isso tem sido frequente em nossas vidas. Quando nossa consciência nos acusa, tentamos fazer uma forcinha para encontrar alguma brecha nas escrituras ou em alguma fala do pastor, para comprovarmos que não estamos errando. Tentamos silenciar nossa consciência pensando “não é pecado, não é pecado”, para que talvez aquilo deixe de ser pecado!

A nossa conivência ao pecado acontece porque tememos mais o homem do que a Deus. Pode ser um temor em magoar alguém, em se expressar, sofrer uma repressão, perder a amizade, ou ficar como o “santarrão” da turma. Nós amamos mais o nosso bem-estar do que a Deus e isso é inegável.

Além disso, essa cumplicidade com a iniquidade do próximo, só revela que costumamos ser assim também com o que de errado temos feito. Desde que não seja escancarado para que outros possam ver, conseguimos conviver muito bem com o pecado. Da para continuar vivendo confortavelmente observando os outros fazerem o que você não concorda a luz da bíblia, como também, você mesmo fazendo aquilo que discorda! Assim como Eli teve consciência, não puniu seus filhos e ainda comeu das ofertas que eles roubavam, nós temos feito o mesmo, sendo conscientes do pecado, não ajudando que essa situação mude e muitas vezes participando dela, comungando do que é errado e chegando a reproduzir a mesma ação em outros lugares. Parece que vivemos um cristianismo barato, que não nos deu um novo coração, apenas mudou os hábitos que podem ser vistos pelos homens. 

Fazermos ou aceitarmos aquilo que sabemos que é errado, expressa que nossos conceitos são totalmente diferentes da fé que falamos que temos. Pensamos que por ninguém perceber, não deve ser tão errado. Aquela mentirinha para evitar um problemão, aquele filme que te faz se sentir mal, mas esta te entretendo muito bem, aquela forma de se relacionar com o namorado, que te faz se sentir culpado sempre que você vai à igreja. Aquela vez que você não mentiu e apenas omitiu a verdade! Você pensa, não são pecados mesmo, são erros da caminhada, pequenos detalhes. Realmente, são detalhes que comprovam o que se passa em nosso coração e em nossas intenções. Não temos comunhão de ideias com Deus! Vivemos uma fé mentirosa, como diz em 1 João 1.6 Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade”.

A questão é que há necessidade de regeneração, de um novo nascimento, pois preciso ter o meu interior transformado, para que eu valorize aquilo que Deus valoriza e abomine aquilo que Ele abomina. Isso não vem de mim, tem que ser mudado por alguém maior que eu, tenho que se regenerado por dentro, na fonte de meus pensamentos, para que minhas obras sejam reflexo da nova criatura que me tornei. Creio, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo.
 
Oremos e busquemos a Cristo!



Guilherme Borges

0 comentários:

Alforria!

15:09 live 0 Comments



O bom de estudar em conjunto com outras pessoas é que juntos debatemos, desenvolvemos pensamentos, aplicamos para a vida diária e expomos as problemáticas vigentes que nos impedem de praticar aquilo que nos é exposto na bíblia sagrada.

Como alguns sabem, o pequeno, ainda, LIVE (Ler, Interpretar e Viver o Evangelho) possui um desses momentos.

Desta vez iniciamos o estudo sobre a epístola de Gálatas, em seus capítulos 1 e 2.

Interessante notar, lendo a palavra, é que ela parece se renovar, e quão grata foi a nossa surpresa de extrairmos dessa epístola, uma riqueza sem igual, em uma breve análise.

A carta nos chama atenção por seu conteúdo prático, com o qual Paulo a trata.

A carta possui características próprias e únicas:

è Ela é a única epístola que Paulo não cumprimenta a igreja, como era de costume seu (amados, santificados, santos);
è Parece em alguns momentos que Paulo está aflito, com algo que poderia estar ocorrendo ali, mais até do que a igreja de Corinto, por exemplo, uma igreja problemática, com desordens em relação ao culto, aos dons etc. Havia naquela igreja um problema de ordem teológica, que precisava ser sanado com urgência.
è Ela é dirigida, assim aponta os estudos, a região sul da galácia, explicando assim, At. 14, 15, onde encontramos certo paralelo de assuntos da mesma ordem relatada na epístola.

Gálatas é conhecida como:

O grito da batalha da reforma protestante;
A declaração da independência da fé Cristã;
Carta de alforria do Cristão e também de a carta magna da fé Cristã.

Lutero chegou a afirmar que com a epístola ele estaria ligado com laços matrimoniais, e bem sabemos o versículo que marcou a reforma: o justo viverá pela fé (Gl.3.11).

E é justamente aqui que quero explanar meros e pequenos pensamentos.

A preocupação de Paulo era latente, porque os gálatas estariam deixando perpetuar entre eles homens que disseminavam outro evangelho.

É assim que Paulo trata, de outro evangelho, e o chama de Maldito! Mas poderia haver outro evangelho? Existe outro evangelho?

Creio que todos nós assertivamente concordaríamos que não, claro, existem os que dizem ser mas não são.

Só que se Paulo o chama de outro evangelho é porque ele tinha aparência de Evangelho de alguma forma. Ele tinha roupagem de evangelho, falava como os evangelhos, havia credos e confissões conforme o evangelho (aparentemente) só que a mensagem fora alterada, ou melhor, adulterada de alguma maneira, pois o apostolo fica admirado o quão rápido aquele povo tinha mudado da verdade para a mentira, do certo para o errado.

O problema que Paulo quer resolver é justamente o que ocorre nos nossos tempos atuais.

A justificação pela fé é o ponto central da carta, é lá que Paulo vai afirmar que a Lei serviu de aio para nos conduzir a Cristo, e uma vez em Cristo, somos aceitos pela força da sua Graça.

Os falsos mestres daquela época apesar da roupagem evangélica, dizia, ora nós “aceitamos” Jesus Cristo, aceitamos a sua morte e a sua ressurreição, gozamos da sua graça, porém é necessário que cumpramos alguns requisitos para irmos ao céu.
Não é bem o que observamos hoje?

Ora a liberdade em Cristo também não é algo que nos promoverá libertinagem, é claro.

Mas uma vez em Cristo, crendo na força do seu poder, nós somos nova criatura, morremos para os rudimentos do mundo, crendo que Cristo é suficiente para nos conduzir a um caminho glorioso, não necessitando das obras para salvação, mas as obras como sinal da minha salvação.

O altar das boas obras para salvação não pode estar erigido diante do altar da Graça, ele nada pode fazer.

A questão das obras é confirmada como ilegítimas para ir ao Reino a medida que Cristo afirma não conhecer homens que diziam curar, profetizar e expulsar demônios.

O que nos redime é a graça, o que nos mortifica é a cruz, o que limpa é o sangue e o que nos sustenta é o Pão da vida.

É preciso que saibamos o porquê vivemos de fé.

Vivemos de fé porque sem a fé é impossível ter a vida.

Fique atento ao legalismo. Só a Graça, mediante a fé é necessário para a salvação, ela é dom gratuito de Deus, boas obras e boa conduta é resultado da eficaz salvação garantida por Deus.

Leia Gálatas e tenha certeza disso.

Graça e paz.

                                               

0 comentários:

Limitado Pela Ignorância

03:47 live 0 Comments



 

 

  

Sabe aquele tipo de amigo que começa a te ouvir contar qualquer relato e já conclui o julgamento dele antes mesmo que você termine de contar. É no mínimo, muito chato, certo? São os famosos sabichões. Só que tem um “porém”, nós costumamos ser assim também, quando se trata de religião.

Ao ouvirmos algo sobre Deus que não seja de acordo com o que pensamos, logo rompemos e anunciamos o nosso argumento, que na maioria das vezes não é baseado em nenhuma passagem bíblica ou é um texto totalmente fora de contexto, puro achismo!

E o por quê disso? Porque boa parte de nossa geração não tem assiduidade na leitura bíblica. Costumeiramente, formamos nossa opinião discordantes de todos ou do próprio Deus de algum artigo que lemos na internet ou de uma rápida leitura que fazemos de um texto isolado da bíblia ou de algo que alguém disse que supostamente esteja na bíblia, levando a uma confusão de pessoas que pensam que sabem sem nada saber.

Mas ainda há um nível de ignorância pior, que acontece quando nós simplesmente nos viramos para alguma afirmação da bíblia e falamos: eu não concordo. Esse Deus fala que ama a todos, mas mesmo assim matava pessoas no Antigo Testamento. Admita que você também já fez isso. Por isso te convido a fazer dois questionamentos a si mesmo e uma reflexão em torno disso:

1- Você já estudou a bíblia? Eu não falo de ler ou de ouvir alguém falar algo sobre, mas sim de parar o seu tempo e se esforçar em ler, examinar e compreender o que esse livro está relatando. Porque a história mostra que grandes teólogos passaram anos e mais anos estudando as sagradas escrituras, lendo livros de outros grandes autores, gastando suas vidas para compreenderem um pouco sobre Deus, suas ações, seus atributos e seu caráter. Em contrapartida, nós não gastamos o nosso melhor, parafraseando provérbios 2:5, podemos dizer: se nós não buscarmos como tesouros escondidos e como prata, como acharemos o conhecimento de Deus então? 

2- Se Deus realmente existe, você crê que pode compreende-lo na sua totalidade? Reflita comigo, se Ele existe e é o Criador de tudo o que existe, logo Ele é infinitamente poderoso, pois conseguiu criar tudo isso em perfeição, também tem conhecimento infinito sobre ciência de tudo o que vive, pois Ele mesmo foi o idealizador de tudo. Um ser que existe desde antes da criação da terra e já sabe o que acontecerá séculos para frente, pode realmente ser entendido por um simples ser humano, que é mortal, temporal e mutável? Difícil né. Pense comigo: para eu entender a ciência de algum animal, preciso disseca-lo, anotar o seu tamanho e o seu peso e então começar a estudar, para compreender melhor toda sua natureza. Agora eu te pergunto, como posso descobrir o tamanho ou o peso de Deus? Como eu o mediria? Eu teria que achar início e fim. Eu teria que limitá-lo! Agora, me pergunto: como eu limito a Deus? Se eu limita-lo, Ele não será infinito e logo não será Deus. Não há como, Deus é sem limites. Ele é infinito em poder, em conhecimento, em tamanho, pois se creio na palavra Dele, tenho que lembrar que Ele está em todos os lugares e que nada pode comportá-lo. Então, nunca saberemos tudo sobre Ele. Conheceremos um pouco se ele permitir, mas não tudo. Leia esse verso:

As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei. Dt 29:29

Conseguimos colocar um pouco de água em um copo, mas não o oceano todo. Assim, com muito esforço podemos saber um pouco sobre Deus porque Ele permite, mas não saberemos tudo, pois o finito nunca comportara o infinito. Não podemos questioná-Lo nem sobre as coisas encobertas e nem sobre as reveladas. Pois não temos capacidade de entender as encobertas e em relação as reveladas, nós não temos o interesse de buscá-las. Quanta ignorância a nossa e ainda queremos questioná-Lo!

E pensar que temos a chance entender um 'pouquinho' sobre Ele e sobre o Seu grande plano de forma tão acessível hoje em dia. Nós não merecemos, mas mesmo assim Ele deixou um manual contendo um pouco sobre tudo. Um manual que nos fala sobre o passado antes da existência do homem, sobre o nosso presente e sobre o nosso futuro de glória. Sobre um Deus que se fez de homem para pagar uma dívida que não era sua. Sobre seres mortais que se tornaram inimigo de um Deus imortal, mas que pela sua graça foram reconciliados. 

Que nós possamos nos voltar as escrituras, estudar o evangelho, gastar tempo com a nossa bíblia, ler bons livros, estudar com bons amigos e orarmos, para conhecermos mais sobre esse ser infinitamente maravilhoso. Que para esse mundo que tanto questiona, nós possamos nos tornar uma luz que compreenda um pouquinho mais de Deus.

0 comentários: